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Terrário: um objeto de desejo
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Fonte: Casa Vogue

 
 
A curiosidade de ter um pequeno ecossistema para chamar de seu voltou a ganhar popularidade nos últimos anos e, por esse motivo, há quem pense que os terrários são uma novidade do século 21. Apesar de terem cara de mini jardins do futuro, o histórico deles data de séculos passados!

O inventor oficial da técnica foi Dr. Ward, há nada menos que 2 séculos atrás. Tudo começou com uma experiência onde o foco principal eram as borboletas e não as plantas em si. Ward quis presenciar a incrível metamorfose da crisálida em borboleta e, para isso, criou um ambiente dentro de um recipiente de vidro, a fim de observar todas as etapas. O que Dr. Ward não esperava era que as plantas fossem brotar! Plantas essas que ele já havia plantado em ambientes externos, porém sem sucesso, devido às condições climáticas.


 
Os botânicos e caçadores de plantas logo começaram a criar também as "Wardian Case", como foram chamadas, e passaram a transportar espécimes valiosos do “Novo Mundo” para o velho continente.

Pense na diversidade da flora brasileira e, agora, imagine a vontade de estudar tudo isso com mais detalhes. Antes da invenção do Dr. Ward, as plantas não sobreviviam à travessia marítima, o que impossibilitava o estudo completo. 


 
Não demorou muito para que as Wardian Case, com samambaias e orquídeas das - até então - mais “exóticas” já vistas, comecassem a ganhar lugar de destaque nas mansões vitorianas. O que começou como objeto de estudo tornou-se um verdadeiro objeto de contemplação e decoração.

Dois séculos mais tarde, o formato da Wardian Case ainda segue sendo recriado e, se você for sortudo o suficiente, pode até conseguir garimpar uma original da época. Abaixo, alguns exemplares que montamos no atelier. Um em versão árida, para abrigar cactos, e outro em úmida, com samambaias, begônias, musgo e cristais.